Novas regras para suplência

04/03/2011 - 12h15

Após muita polêmica, CCJ aprovou novas regras para suplência em 2008, mas terá que voltar ao tema

[Foto: Márcia Kalume / Arquivo SF]

Durante o segundo semestre de 2007 e os primeiros meses do ano seguinte, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) se dedicou à relatoria de sete propostas de emenda à Constituição (PECs) que tramitavam em conjunto na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e definiam novas regras para suplente de senador. Em 9 de abril de 2008, a comissão aprovou substitutivo à PEC 11/2003, que prevê apenas um suplente, o qual não pode ser cônjuge ou parente do candidato a senador.

Ainda de acordo com o que foi aprovado na CCJ, quando o senador titular morrer ou deixar o cargo devido à cassação ou renúncia, o suplente assumirá somente até a eleição seguinte, mesmo que seja um pleito municipal. Mas quando o senador se retirar para se tornar ministro de Estado ou secretário estadual, o suplente assumirá a vaga até que o senador retorne ao Congresso ou, caso isso não ocorra, até o final do mandato.

Para entrarem em vigência, essas alterações precisam ainda passar pelo Plenário do Senado e da Câmara dos Deputados. No entanto, desde que foi aprovado pela CCJ, em abril de 2008, o texto não foi votado pelo Plenário. Agora, retornou à CCJ porque duas das matérias que tramitavam em conjunto foram arquivadas. Na comissão será designado relator - que poderá ser ou não o senador Demóstenes Torres.

Para conseguir aprovar seu substitutivo na CCJ, Demóstenes precisou abrir mão de suas propostas. Uma delas acabava com a figura de suplente e previa que o senador fosse substituído pelo candidato mais votado depois dele, entre aqueles que concorreram, mas não foram eleitos pelo respectivo estado. A outra determinava que um senador não poderia preservar seu mandato caso decidisse assumir o cargo de ministro de Estado ou secretário de governo estadual.

Os senadores da CCJ também rejeitaram proposta do então senador Tasso Jereissati, que sugeriu converter em suplente de senador o deputado federal mais votado em cada estado, desde que ambos pertencessem ao mesmo partido ou à mesma coalizão. Jereissati argumentou que, com tal procedimento, o suplente teria a legitimidade obtida nas urnas e seria uma pessoa conhecida. Também não mudaria a composição de forças na Casa, da forma como foi definida pelo eleitor.

Iara Altafin e Ricardo Koiti / Agência Senado

 

Iara Guimarães Altafin / Agência Senado
 

Notícias

Cópias autenticadas indevidamente por advogado resultam em extinção do processo

10/05/2011 Cópias autenticadas indevidamente por advogado resultam em extinção do processo A apresentação de cópias de documentos sem a devida autenticação levou a Subseção 2 Especializada em Dissídios Individuais (SDI-2) do Tribunal Superior do Trabalho (TST), na sessão de hoje (10), a extinguir,...

Violência doméstica

  Réu tem direito à liberdade mesmo sem pagar fiança Por Marília Scriboni   Sem meios para pagar a fiança arbitrada em R$ 500 pela primeira instância, um homem acusado de violência doméstica conseguiu liberdade provisória no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A 2ª Câmara Criminal, ao...

Porte de armas

    Porte de armas Decreto 7.473/11 regulamenta registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição No mesmo dia em que o governo lança a Campanha Nacional de Desarmamento 2011, é publicado hoje, no DOU, o decreto 7.473/11, que dispõe sobre o decreto 5.123/04, que regulamenta a...

Banco não pode cobrar tarifa para compensar cheque

Extraído de JusBrasil Banco não pode cobrar tarifa para compensar cheque Extraído de: Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão - 2 horas atrás A 2ª Câmara Especial Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concluiu que é abusiva a cobrança de tarifa de compensação de cheques, mesmo sendo...

Post mortem

  Estado não perde com cessão de herança Por Luciana Braga Simão   Com a partilha, cessa o estado de indivisão da herança e o herdeiro passa a ser titular das coisas a ele atribuídas, com efeito retroativo à morte do inventariado. Até então, a parcela da herança transferida ao herdeiro...

Afeto não pode ser parâmetro para união homoafetiva, diz CNBB

Quarta-feira, 04 de maio de 2011 Afeto não pode ser parâmetro para união homoafetiva, diz CNBB Advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae...